Arquivo da categoria ‘Lamentos’

Sem Título e sem Nexo…

Março 1, 2008

Escrevem coisas,
que não entendo,
nos blogs e contos,
niguém está lendo.

Contam mentiras,
contam verdades,
as frase curtas,
são as que mais ardem.

Ao som de Creedence,
penso em simplesmente explicar,
o quanto ninguém entende,
e que eu costumo contar.

Que tudo o que sempre tive por certo,
que sempre me deu apoio pra vida,
tem espaço reservado na lata do lixo,
e agora me faz calar…

Mantenha-se longe do portão do Inferno.

Março 1, 2008

Se insistem em te controlar,
aparecem de qualquer lugar,
fazendo sua cabeça,
e você responde sem pensar.

Cuidado com os pobres inocentes…
Mantenha-se sempre longe,
do inferno descrito por Dante.

Se deixas que partam suas idéias,
e te rasgue como folha,
te manterão pra sempre sobre as asas da águia,
fazendo as suas escolhas.

Pare!
Observe ao ser redor…
suas objetivas podem lhe mostrar,
que não há lugar melhor.

As portas que abrimos a tempos,
parecem lamentar os embates,
que tornaram a vida cotidiana,
uma grande fonte de disparates.

Mantenha-se longe dos portões do Inferno,
correndo da inóspia face do abismo,
que mostra as garras da tempestade,
afligindo até os mais destemidos.

Seguindo meus sonhos e preceitos…
Cansei de tentar visualizar,
descobri que o melhor lugar,
não é pra se encontrar…
e sim…
para se encantar…

Versos da DOR

Março 1, 2008

Porque não estas satisfeito?
Sente algo que não sinto?
Ou sente algo que não quero sentir.
Ou mente achando que engana o instinto.

Espetam por dentro fagulhas,
castigam sem dó o meu ímpeto.
Não levam em conta o brilho,
da tarefa que executo e vivo.

Me sinto perdido, acho que ferido,
estará a minha saúde em perigo?

Não sei o que sei,
só sei o que eu sinto.
Realeza perdida…
Não minto … não minto…

Vivo inventando idéias para que aquela seja nossa lua,
acho que sou muito bobo e devia deixar ela lá,
pois estou descontente com essas bobagens que escrevo,
nunca levam a nenhum lugar…
e não são lidas nem por mim,
nem por vocês,
nem por ninguém…

isso sim me faz chorar…

Melhor doque a dor são lástimas.

Março 1, 2008

Me sinto fraco,
sinto sono,
faço escândalo,
com pouco incômodo.

Me desespero,
na minha lida,
sigo na estiva,
pra te levar.

Frase feitas,
o carpinteiro,
tudo perfeito,
pra encaixar.

Dança de roda,
princesa aquela,
atende fera,
mal pude olhar.

Instinto nobre,
parece pobre,
como zumbido,
não vou negar.

Me entristece,
é quase um blefe,
viro a esquerda,
pra escapar.

Mas sinto culpa,
posto que loucos,
vencem ladeiras,
sem reclamar.

Venho depressa,
só tenho essa,
frase dispersa,
pra lhe falar.

Posso estar fanho…
Posso estar mudo…
Mas ao te ver…
Tudo…
Se põe…
No luGar…

Pensamentos de um Moderno Mórbido

Março 1, 2008

Tantos desenganos me perseguem,
não reclamo.

Os meus parcos anseios
se rendem aos deslizes.

Incapacitado,
se vai o meu ânimo.

Após ricochetear,
a pedra afunda no pântano.

De tanto errar já não me envolvo tanto,
não diferenciando o riso do pranto.

A lira e o canto adormecendo,
leva o meu fôlego como um veleiro.

Parte sem luta, sem grandes conquistas…
Pedindo distância do ódio e cobiça…
Já atolado…
Num Mar…
de Preguiça.

Paulo Renato Lima – 05/05/2005